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NOVA PÁGINA COM INFORMAÇÕES  SOBRE O CANTOR GORDURINHA

Waldeck Artur Macedo, ou Gordurinha,  nasceu em Salvador, em 10 de agosto de 1922 e faleceu no Rio de Janeiro  em 16 de janeiro de 1969. Integrou o conjunto vocal "Caidos do Ceu". Em 1952 mudou-se para o Rio de Janeiro, retornou depois para Recife, atuando na Rádio Tamandaré e na Rádio Jornal do Comércio. Para o carnaval de 1956 gravou seu primeiro disco. Em 1957 passou a participar na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, na Rádio Tupi e na TV Tupi. Veja notícias e a discografia de Gordurinha clicando aqui.

 

 

 

 

 

CONHEÇA ELIAKIN RUFINO, O AUTOR DE "PIMENTA COM SAL"
Compositor está com CD e livro novos e estreará como diretor de cinema

Texto: Assessoria de Imprensa Som do Norte.


No final do ano passado, Eliakin Rufino lançou seu quinto CD solo, intitulado Eliakin Diz. O disco aprofunda a experiência de canto falado presente em seu disco anterior, Mestiço (2008). Os poemas cantados têm como temas principais a valorização da liberdade do indivíduo, a celebração do amor e a reflexão sobre a Amazônia, em especial nos aspectos ambientais e indígenas. Em "A Voz do Brasil", observa que a voz calada no Brasil durante a ditadura militar segue presa: falta soltar a garganta, falta desatar os nós, o Brasil precisa de verbo, o Brasil precisa de voz. Em dezembro, a cantora Leila Pinheiro lançou o CD Raiz, em que interpreta apenas autores da Amazônia, com a participação de Eliakin Rufino na faixa "Ditados Impopulares", de sua autoria.

O mais recente livro de Eliakin Rufino é Cavalo Selvagem, lançado em setembro de 2011 pela Editora Valer, de Manaus. A obra é uma síntese de sua produção poética, reunindo os melhores poemas de seus oito livros anteriores, além de alguns inéditos. Foi Eliakin o primeiro autor a publicar livro de poesia em Roraima - Pássaros Ariscos, em 1984. O poema que intitula a obra é um manifesto em defesa da liberdade, e desde 2009 foi incluído entre os bens tombados como referencial artístico-cultural de Roraima. O livro traz também a Versão Poética do Estatuto da Criança e do Adolescente, que foi distribuída nacionalmente e deu origem a um CD - Os Direitos da Criança (2008), com músicas de Armando de Paula - e a um espetáculo do balé Stagium, de São Paulo, onde 50 crianças recitaram a obra na íntegra. Cavalo Selvagem, o livro, propicia pela primeira vez ao leitor brasileiro uma visão panorâmica sobre o conjunto da obra poética de Eliakin Rufino e pode ser adquirido no site da editora - http://www.editoravaler.com.br 


MIL TONS DIALOGA CRIATIVAMENTE COM TRADIÇÃO DA MÚSICA BRASILEIRA

Baiana Laura Dantas estreia com disco de letras densas e arranjos ousados

Texto: Fabio Gomes (Agencia Brasileirinho) 

Os defensores do uso da expressão “Nova MPB” a justificam dizendo acreditar que não é mais possível avançar no caminho aberto e/ou trilhado por talentos como os de Chico Buarque, Tom Jobim e Caetano Veloso. No disco de estréia da cantora e compositora baiana Laura Dantas, Mil Tons, cada um deles - Chico, Tom e Caetano – inspira ou é citado em pelo menos uma canção, além de estarem “presentes” na faixa-título do CD, onde ela reverencia grandes nomes da MPB, numa letra inventiva repleta de trocadilhos (“Voz na travessia, Milton Ilu-Minas/ Uma língua que inventa a saudade, respira Tons/ De Jobins, de Gonzagas, de Jack- Sons”). 

A reverência, porém, não impede ousadias, como a de reler “Último Desejo”, de Noel Rosa, em arranjo de tango clássico, com direito a acordeom e “plam plam” no final (o próximo projeto de Laura também tem a ver com o Poeta da Vila: ela musicou 10 letras inéditas dele, que darão origem ao CD Noel Inédito). 

Mil Tons tem 12 faixas, sendo 8 de Laura (metade em parceria). Além da já citada “Último Desejo”, são de outros autores apenas “De Encontro ao Sol” (Luís Alberto Melo – Antonio Reina) e “Hoj’é Chá” (Rodrigo Sestrem), que abre e fecha o disco. A produção e concepção artística do trabalho são da própria Laura, tendo a direção musical de Otto Bruno, que também escreveu os arranjos com os músicos de cada faixa. Há nítida influência erudita tanto nas mudanças de andamento (pouco freqüentes no cenário brasileiro atual) em várias das músicas, quanto na economia – e ousadia – instrumental. A única faixa que tem um violino, por exemplo, é um samba: “Mulher de Malandro” (parceria com Otto Bruno), que aborda os temas clássicos da mulher que se sente rejeitada, da malandragem e promessas de regeneração (como em “Com Açúcar, com Afeto”, de Chico Buarque). O samba dolente do início se torna samba-enredo nas passagens em que a mulher ameaça deixar de ser submissa: “Devo a você meu penar, meu erro crasso, meu cansaço”. 

Outro samba com mudança de andamento é “Santo Guardião”, exaltação à beleza visual e musical do Rio de Janeiro, que não ignora suas mazelas (Me rendo à sua natureza, apesar da crueza que deixa sangrar). O arranjo inicia como bossa nova e finaliza em sambão. Novamente é citado Tom Jobim, também referido (através da menção à “Canção do Amor Demais”) em “Uma Canção”, onde Laura clama por uma canção que faça com “que o amor cresça e adormeça a dor”. Há uma menção também à “Canção do Sal”, de Milton Nascimento (de resto, já homenageado no título do álbum, que recupera uma expressão criada por Caetano em “Podres Poderes”). 

Além de “Santo Guardião”, outras duas composições foram inspiradas por paisagens. Itacaré, no sul da Bahia, gerou “Contemporânea” (parceria com Otto Bruno), e a península de Itapagipe, em Salvador, fez nascer “Pedra Furada” (de Laura e Edmilson Sales). Laura considera “Pedra Furada” um “segundo tempo” de “Farol da Barra”, de Galvão e Caetano, que deu título ao último LP dos Novos Baianos. Há uma sutil referência a este grupo também em “De Encontro ao Sol” – em que o verso “Só dor, somente só” lembra o “Só, somente só” de “Preta Pretinha”. 

Em “Contemporânea”, letra e harmonia do início lembram o Caetano do início dos anos 80, enquanto a aceleração de ritmo ao final remete a “Arrastão” (Edu Lobo – Vinicius de Moraes), imortalizado por Elis Regina. 

Elis – ou melhor, sua interpretação de “A Dama do Apocalipse”, de Natan Marques e Crispim Del Cistia - também é influência confessa de “Avis Rara” (parceria com Otto Bruno), que fala de uma mulher que enlouquece e “baila no ar, feliz/ volta a delirar, voar/ terra não vê ruir”. 

A única homenagem explícita do álbum é aos Novos Baianos em “De Ponta Cabeça”: “traz a fé dos baianos e o encanto dos novos, ê, ayê...”. O diálogo da percussão com a guitarra chega a lembrar os discos do grupo, que Laura considera “genial”. Ela sabe do que fala: estudou os Novos Baianos em seu trabalho de conclusão do curso de Comunicação da UFBA. “De Ponta Cabeça” é uma espécie de “desfecho musical” do TCC, que virou livro, ainda inédito.

Finalizado em SMD, Mil Tons tem patrocínio do programa Conexão Vivo via Fazcultura e foi lançado com show em janeiro na Livraria Cultura do Salvador Shopping.

 

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